Duas memórias com funções relacionadas, mas não intercambiáveis
Com gráficos integrados, a GPU utiliza memória do sistema partilhada com a CPU; não dispõe de um conjunto separado de memória gráfica. Com gráficos discretos, a GPU tem memória dedicada própria.
Numa placa gráfica discreta, a GPU é um componente separado do processador e dispõe de memória dedicada própria, que não partilha com a CPU. Os gráficos integrados fazem parte do processador e utilizam memória do sistema partilhada com a CPU.
A diferença principal é que os gráficos integrados utilizam memória do sistema partilhada com a CPU, enquanto os gráficos discretos têm memória dedicada própria. Estas configurações determinam como a memória é disponibilizada para tarefas gráficas, mas um valor de memória partilhada não deve ser interpretado como se fosse uma capacidade equivalente de VRAM dedicada. Ao comparar especificações, identifique primeiro se a GPU é integrada ou discreta.
Integrada e discreta descrevem onde se encontra a GPU e como acede à memória; por si só, estes termos não indicam quanta memória uma tarefa específica irá consumir. A configuração concreta depende do modelo, pelo que a categoria da memória é tão importante como o valor apresentado.
GPU integrada e dedicada: onde está a memória
Uma GPU integrada faz parte do processador ou do mesmo conjunto de computação e, geralmente, utiliza a RAM do sistema como memória gráfica, em vez de dispor de um conjunto separado de VRAM. A CPU e a GPU recorrem, assim, à memória instalada no computador. Esta solução é comum em portáteis e sistemas compactos, embora as capacidades concretas dependam do modelo e da configuração do fabricante.
Uma GPU discreta é independente do processador e inclui memória dedicada que não partilha com a CPU. Uma GPU integrada, pelo contrário, faz parte do processador e utiliza memória do sistema partilhada. Por isso, uma placa gráfica discreta tem a sua própria memória gráfica, enquanto os gráficos integrados recorrem à RAM do computador.
Nos gráficos integrados, a memória gráfica provém da memória do sistema; nos gráficos discretos, a GPU tem memória dedicada própria. Para comparar computadores, verifique o tipo de GPU e as especificações de memória do modelo exato: a configuração varia consoante o equipamento. Esta distinção é particularmente útil quando uma ficha de produto apresenta um valor sem esclarecer se se refere à RAM do sistema ou à memória gráfica.
Os termos não significam que todas as GPU integradas funcionem da mesma forma, nem que todas as placas discretas tenham a mesma capacidade de memória. A questão prática é saber se a GPU depende de memória partilhada do sistema ou se dispõe de memória dedicada, e depois consultar as especificações e os requisitos aplicáveis ao modelo concreto.
O que cada componente mantém durante uma carga de trabalho
Uma GPU é um processador dedicado a operações gráficas. Segundo a Intel, uma das suas principais funções é reduzir a carga da CPU, sobretudo durante a execução de jogos ou aplicações com utilização intensiva de gráficos.
Os gráficos integrados utilizam memória do sistema partilhada com a CPU; os gráficos discretos têm memória dedicada que não partilham com o processador. A forma de disponibilizar memória gráfica depende do tipo de GPU. Esta diferença fundamental é mais útil do que tratar todos os valores de memória de um computador como se representassem o mesmo recurso.
Na documentação do Windows, a memória gráfica partilhada refere-se à memória do sistema acessível à GPU através do sistema de gestão da memória de vídeo. O Windows calcula um limite máximo de memória partilhada; esse valor não corresponde necessariamente a memória dedicada nem a memória em utilização. A memória atribuída pelo firmware não é contabilizada como memória do sistema acessível ao sistema operativo.
Assim, um valor máximo apresentado descreve um limite reconhecido pelo sistema, não a quantidade que a GPU está necessariamente a utilizar naquele momento. A distinção é importante ao interpretar ecrãs de diagnóstico: um limite de capacidade, uma atribuição fixa do firmware e a utilização atual são conceitos diferentes, embora todos estejam associados à memória gráfica.
Capacidade, memória partilhada e largura de banda
Para comparar computadores, consulte as especificações de memória de cada GPU e os requisitos da aplicação. Um valor de capacidade, por si só, não explica todos os aspetos do desempenho gráfico. Tenha em conta a categoria indicada na especificação, em vez de presumir que valores semelhantes correspondem a memórias equivalentes.
O Windows apresenta valores de memória gráfica calculados pelo seu gestor de memória de vídeo. Podem surgir memória dedicada, memória partilhada e memória gráfica total. Estes valores descrevem categorias de memória reconhecidas pelo sistema, não necessariamente três conjuntos físicos separados. A memória partilhada representa memória do sistema que pode ser mapeada para utilização gráfica, dentro dos limites e condições geridos pelo controlador e pelo Windows.
Na documentação do Windows, o limite global de memória partilhada é calculado com base na memória do sistema disponível para gráficos e nos limites de compromisso dos segmentos de abertura. O valor indicado para memória partilhada é uma capacidade máxima utilizável, não uma indicação de que toda essa RAM está ocupada ou permanentemente reservada para a GPU. A memória reservada pelo firmware, por outro lado, pode deixar de ser contabilizada como memória do sistema acessível ao sistema operativo.
Por isso, a palavra total num ecrã de diagnóstico não significa que toda a memória indicada esteja fisicamente instalada na placa gráfica. Leia as categorias apresentadas em conjunto com as especificações reais da GPU e os requisitos da aplicação: um limite de memória do sistema mapeável e a memória gráfica dedicada são recursos distintos.
Como interpretar os requisitos de jogos e aplicações
Quando uma ficha técnica indica separadamente a RAM do sistema e a memória gráfica, verifique cada requisito por separado. As GPU integradas utilizam normalmente memória do sistema partilhada com a CPU; as GPU dedicadas têm, em geral, memória própria. Confirme a categoria de memória indicada pela aplicação, porque a formulação determina a que recurso se refere o requisito.
Num PC com GPU integrada, o Windows pode apresentar memória gráfica partilhada: memória do sistema que pode ser atribuída à utilização gráfica dentro dos limites do sistema e do controlador. O valor máximo não significa que toda essa memória esteja ocupada ou permanentemente reservada. Uma GPU integrada utiliza memória do sistema, enquanto uma GPU discreta geralmente inclui memória gráfica própria.
Para decidir se um computador é adequado, verifique o modelo exato da GPU e os requisitos do programa para essa GPU, além da RAM mínima ou recomendada. Se a aplicação indicar um requisito de memória gráfica, confirme que categoria de memória menciona. As características dos portáteis dependem do modelo e da respetiva configuração.
Um requisito expresso como quantidade de memória gráfica não deve ser comparado automaticamente com o valor máximo de memória partilhada apresentado pelo Windows. Primeiro, determine se o requisito se refere à memória dedicada da GPU ou à memória do sistema acessível aos gráficos integrados. Depois, compare os valores relevantes do computador concreto, em vez de depender de uma descrição genérica do hardware gráfico.
Memória partilhada: atribuição, limite e utilização real
No Windows, o valor de memória partilhada indica um limite de memória do sistema que pode ser mapeada para utilização gráfica; não representa necessariamente a utilização atual nem uma reserva fixa. O sistema calcula esse limite e controla quanta memória pode permanecer residente nos segmentos de abertura num determinado momento.
É útil distinguir três elementos: a RAM física instalada, a memória reservada pelo firmware e a memória do sistema que o subsistema gráfico pode partilhar. Uma opção do BIOS/UEFI pode reservar uma quantidade para uma GPU integrada; o efeito depende da placa-mãe e do firmware. Essa reserva não equivale ao limite de memória partilhada apresentado pelo Windows.
Como regra de compra, escolha RAM suficiente para as aplicações que utiliza em simultâneo e uma GPU adequada às tarefas gráficas, em vez de procurar um valor elevado de «memória total» num ecrã de diagnóstico. RAM partilhada e VRAM dedicada são recursos distintos, embora alguns sistemas permitam que a GPU aceda à memória do sistema. Para comparar requisitos, utilize a categoria indicada pelo programador e confirme as especificações do computador concreto.
Para uma comparação prática, considere a configuração completa: a quantidade de RAM do sistema, se a GPU é integrada ou discreta e a categoria de memória indicada pelo software. Um limite de memória partilhada não é um conjunto adicional de VRAM dedicada, e uma reserva configurada no firmware não descreve, por si só, quanta memória uma carga de trabalho está a utilizar.